10 de outubro de 2008

King's Singers



O nome é sem dúvida apropriado. Este grupo de cantores profissionais pertenceria a uma qualquer categoria real de música e entretenimento. São realmente... bons! São cantores essencialmente à capella e damos por nós a pensar como poderia aquela obra ser tocada de outra forma. As suas interpretações são praticamente perfeitas e extremamente originais.
Este é um daqueles casos em que mais vale fazer ouvir do que falar acerca.
A ver no youtube.

9 de outubro de 2008

Amor como em casa


Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.


               Manuel António Pina

17 de setembro de 2008

Disneyland - Não deixes fugir a magia



Há poucas coisas no mundo que podemos chamar de mágicas. Temos as sete maravilhas que são grandiosas, espectaculares, uma prova da força da humanidade; temos a tecnologia actual que nos maravilha todos os dias com novas aplicações. Há várias coisas que podemos descrever com grandes adjectivos. Mas para poucos usamos "mágico".
No entanto, é o único adjectivo que merece ser usado quando falamos da Disneyland.
Eu fui lá apenas uma vez, quando tinha onze anos. Supostamente já seria demasiado crescida para todas aquelas coisas. Mas a verdade é que ninguém é demasiado crescido para a magia da Disneyland. Simplesmente não é. Este pedaço de mundo faz parte dos sonhos de todos os homens e mulheres deste mundo, pois também eles, também tu que estás a ler, já foram crianças. E aconteça o que acontecer, continuam a ser em algum plano.
Hoje fui ter ao site da Disneyland por acaso e fiquei... quase comovida. De certo modo, este sítio afecta ainda mais os adultos do que as crianças. As crianças estão a viver aquilo que têm imaginado tantas vezes nos seus sonhos, nas suas brincadeiras no seu dia-a-dia. Mas para os adultos, que já se esqueceram do que realmente interessa em estar vivo, que enterraram a magia em trabalho e frustração e problemas e discussões disparatadas e sem sentido, para estes fugidos, é uma experiência quase sobre-natural na qual lhes é premitido voltar trinta ou quarenta ou setenta anos atrás até à melhor parte das suas vidas. E isso é qualquer coisa.
A minha mãe dizia que toda a gente devia ir à Disneyland de dois em dois anos. E tem toda a razão.
Não existe melhor sítio para nos lembrar de sorrir. A verdade é que só fomos lá uma vez, porque temos que admitir, é bastante caro, mas iremos outra vez em breve, é um sacrifício que sempre valerá a pena. E não temos que esperar que uma criança nasça na família para termos uma desculpa de a levar lá. Quem mais precisa somos nós, mais crescidos.
A Disneyland consegue agarrar aquela magia natural da inocência infantil e guarda-la nos seus hotéis-palácios, nas suas diversões, nas suas personagens fantásticas que ganham vida.
E quem não precisa de uma dose disso, uma dose de realidade? :)
Não deixes fugir a magia que te foi dada quando nasceste. É a coisa mais bela que terás, para além do amor. Mas mesmo esse, é ele alguma coisa mais que pura magia?

10 de setembro de 2008

LHC - O maior acontecimento científico do séc. XXI




Hoje, dia 10 de Setembro de 2008, foi estreado o maior acelerador de partículas de sempre. Chama-se LHC (Large Hadron Collider) e foi desenvolvido na CERN, naturalmente, nestes últimos anos. Não entendo muito bem como é que este dia foi tão... desprezado. Sabia que estaria pronto a ser utilizado algures em breve, mas só dei conta de que era hoje há umas horas atrás, porque por acaso alguém o mencionou. É realmente impressionante a falta de publicidade e acompanhamento deste acontecimento mundial, considerado facilmente o maior acontecimento cientifico do séc. XXI e em termos de evolução, o maior acontecimento de sempre! 
Parece que as pessoas realmente não sabem o que está a acontecer. Será isso? É sem dúvida provável... É apenas ciência, neste caso, a resposta da criação do mundo (possivelmente, eu sei), logo é natural que todo o mundo, a não ser cientistas, meia dúzia de jornalistas, estudantes de física (?), e pessoas com dois dedos de testa se apercebam que hoje o LHC foi iniciado.
Mas assim foi, foram enviados os primeiros feixes de partículas em sentidos contrários, mas apenas a +- 27 Km hora. A aceleração vai ser feita aos poucos para verificar se todas as partes do LHC funcionam correctamente. Este é um DAQUELES momentos, e muito pouca gente se parece aperceber disso. (como é que pode haver maior publicidade a um jogo de futebol do que à maior experiência cientifica do mundo que possivelmente explicará toda a existência universal?!?!?!?!!?!)... perdoem-me a minha frustração. Continuando,
Uma das coisas que sem dúvida fiquei a pensar é na teoria que alguns dos cientistas apoiam, na qual o mundo será engolido num pequeno buraco negro no momento em que hadrons colidirem à velocidade perto da luz. Já alguma vez pensaram "se tudo acabasse agora"? Em 1999, o mundo entrou em ligeiro pânico no Big Bug, pensando que o mundo iria voltar à Idade Média, à Era das Trevas, pois tudo o que era computorizado iria colapsar de volta ao ano 1000, onde não havia computadores. Sinceramente, nunca percebi muito bem isso. Neste caso, seria um bocado diferente, se acontecesse realmente a tragédia, não ficaríamos às escuras mas... morreríamos todos. [Ou, segundo outras fontes, atravessaríamos para o outro lado do buraco negro chegando, finalmente, a uma das outras dimensões do Universo, colonizando outros planetas.]
Admito, faz-me bastante impressão pensar sequer no assunto. A verdade é que se isso acontecesse, não daria conta de nada. Ou daria conta, finalmente, e descobria qual das religiões têm razão (caso seja o cristianismo, estou metida em grandes sarilhos...). 
Bem, Celebro então pessoalmente, privadamente, o acontecimento astronómico, na verdade nuclear, que hoje aconteceu e que vai acontecer nos próximos meses. 
Faço vénia à CERN e a todos os cientistas envolvidos no LHC
E quem não sabe do que estou a falar, Bom-dia :)

8 de setembro de 2008

The Story - Brandi Carlile

Nunca tinha ouvido falar de Brandi Carlile antes desta música, mas também quase sempre é preciso um single inesquecível para entrar no mundo das estrelas, e aqui está ele. Acho que é uma daquelas músicas que poucas pessoas tentarão cantar a sério em público, de tal maneira que a performance de Brandi é inigualável. 

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You do
I was made for you
You see the smile that's on my mouth
It's hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what 
I've been through like you do
And I was made for you...
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you



Brandi Carlile

Shuu!


É escuro. Tão escuro como o fundo de um pecado. 
A primeira vez que o vi, foi a vez que se gravou em mim naquela cómoda metáfora de ferro ardente em carne viva. A primeira vez que o vi veio sem eu saber, sem alguma vez poder prever, tão escuro que era veio de sorrateiro ironismo. Ironismo que se manteve, até agora sem sentido. Não o voltei a ver como o vi da primeira vez, mas ele sabe que não precisa de fazer tal esforço novamente,  o primeiro tomaria conta de tudo em frente. E assim foi.
Depois do primeiro voltou, uma e outra vez, mas não voltou como dantes, espreitou cá para fora para o mundo dos que correm. E só assim, espreitando, gozava comigo e com os outros fugitivos que o víamos espreitar. Dava todo o tempo de aviso que quisessemos, gozando, humilhando, quanto mais tempo dava mais gozava, e gozava ele de tudo isto, escuro como o fundo de um pecado. Pois sabia ele melhor que nós que quando não estava era quando mais conseguia fazê-lo, era quanto mais se alimentava do seu fruto permitido, da sua fonte de prazer, do medo, do nosso medo. Acima de tudo, do Meu Medo. Pois sei eu melhor que ele o tamanho desse fruto. 
E mesmo que ele se vá, sabemos nós, sabe-o ele e disso goza, nada se vai com ele. E quanto mais longe, mais forte: primeiro o corpo fica quente, acorda de seja qual for a dormência e prepara-se para o que vem, mas prepara-se tão mal... as mãos e os pés tremem, mais tarde a voz treme com eles, então vem o frio. Começa sabe-se lá de tão fundo dos recondidos lugares da mente que vem e espalha-se como uma praga por tudo e além. E aquele chamamos nós sentimento, lá vem ele, daquele sítio de onde nunca saiu desde a primeira vez que o vi e não descansa. E nós desfazemo-nos aos bocados. Eu desfaço-me aos bocados, primeiro as memórias que aparecem depois as que não quero criar e então toda a mente e o corpo começa a cair. É como cair, cair e ver o fundo. Até que, não misericordioso, apenas cansado ou satisfeito, vai-se embora. 
Mas tudo fica. E quanto cansa! Vai-te embora, shuu! maldito! Mas se isso, já passou.
Mesmo que vá embora, nunca o leva com ele, está gravado em mim naquela cómoda metáfora de ferro ardente em carne viva.

6 de setembro de 2008

Somos o que comemos


Só há pouco tempo me apercebi da importância dessa frase. Nós somos realmente feitos daquilo que comemos. acima de tudo, somos animais, e segundo a Natureza devemos ingerir comida no nosso corpo para sobrevivermos. Cada alimento no mundo tem determinadas características e serve para determinadas funções no nosso organismo. Isso também resulta nas diferentes dietas do reino animal. Se um canário comesse
 carne de porco, ou um crocodilo comesse sementes, ambos morreriam em pouco tempo. Isso acontece porque cada animal necessita de nutrientes específicos e quantidades específicas. Tanto assim o é, que a maior parte do design evolutivo é em função da maneira de chegar aos determinados alimentos (pescoços compridos nas girafas para chegar ás folhas mais altas, bicos compridos e finos em certos pássaros para o pólen no fundo das flores, ou dentes afiados e gigantes para carne crua). Tal como todos os outros animais, nós também deveríamos seguir a dieta que nos mantém vivos. Em vez disso, na nossa racionalidade experimentamos outras coisas e muitas vezes continuamos a ingeri-las. Mesmo as que nos matam.
Por exemplo, muitas das vezes um pedaço de alimento tem mais químicos que comida propriamente dita. Ora, isso não se encontra de acordo com o "normal". Por exemplo, o
s químicos que dão sabor: o nosso corpo também têm segurança evolutiva, por exemplo, se comemos terra, ou carne podre ou lixo, rejeitamos automaticamente em grande parte pelo sabor que tem. Agora começamos a pensar, para que serão precisos esses químicos que são sabor? Segundo o censo comum, um alimento que sabe mal, ou não sabe a nada, normal
mente não é bom para comer. No entanto, neste século XXI, milhares de novidades aparecem todos os dias, e a maior parte das grandes empresas multimilionárias vendem exactamente 
esses alimentos transformados, ou comida a fingir.
Eu sou 100% a favor da evolução tecnológica, científica e utilização dessas coisas no nosso dia-a-dia. Mas deixem a comida em paz! A evolução tecnológica trás novos elementos e facilidades à nossa vida e tem como função simplificá-la e melhorá-la. No outro lado, a evolução na comida tem tido como resultados a sua transformação a um ponto que se torna química, tóxica e por vezes mortal. A comida já é o que deve ser por Natureza. A evolução tratou disso há muito tempo atrás, quando a primeira vegetação apareceu. Não devíamos estar a mexer com isso. Se pensarmos, o ser humano sobrevive à custa de comida, e agora neste século, pela primeira vez, o ser humano morre cada vez mais por aquilo que ingere, chamando-lhe erradamente "comida". 
Entramos numa fase em que morremos cada vez mais por doenças que antes não se ouviam falar. Problemas cardio-vasculares, diabetes, colesterol e, claro, obesidade. Ora, todos estes problemas são quase exclusivamente causados por aquilo que decidimos comer. Não falo só dos alimentos transformados por químicos (ou criados por químicos), mas também daqueles que seriam naturais se usados da maneira correcta. 
Desde o Homos Neandertalis, se não me engano, que o Homem começou a primitiva culinária, cozendo a carne no fogo para que não fosse tão difícil de trincar, mastigar e digerir. E isso é perfeitamente natural e só trás benefícios, apesar de ser uma evolução da comida natural. No entanto, o tratamento de alimentos deixa de ser natural quando, por exemplo, de um porco se retira apenas a gordura, a pele, os intestinos, os invólucros dos órgãos e remiscências que não se sabe muito bem o que são, pica-se tudo finamente e junta-se numa bola de carne, com mais um bocadinho de sebo para ajudar a colar e come-se. Ora isso é o que nós chamamos de HAMBURGER senhoras e senhores. é verdade que nem todos os hamburgers são assim, mas apenas os que fazemos nós próprios picando carne a sério. Alguma vez pensaram a sério o que contém no quilo de carne picada que compraram no supermercado do lado? E porque é tão barato?
O que na verdade entendo menos, sem querer entrar em preconceitos, são as pessoas gordas (aqui falo das realmente gordas), sem problemas da tiróide, que se queixam que são gordas, e continuam a comer a mesma coisa. Atenção, eu própria não me considero muito saudável e não me importava de perder uns quilinhos, mas estou apenas a falar de pessoas com obesidade. Eu sei que é extremamente difícil mudar depois de certo ponto (e não vou falar agora sobre chegar a esse ponto, porque dava para outro post - que farei), mas há certas coisas... Também sei que isso envolve muito mais que apenas mudar a comida, é 90% psicologia. Mas a questão de fundo é que se metermos um hamburger á boca quando somos obesos, estamos a jogar à roleta russa.
Eu nunca dei muita atenção a nada disto, na verdade, nenhuma. Mas agora que dou, apesar de nã
o fazer tudo correctamente ou naturalmente por preguiça, há certas coisas que simplesmente não me imagino a fazer outra vez, como comer um hamburger congelado, ou beber daqueles sumos de "manga" do continente. Porque já sei de que é que são feitos...
Uma das coisas que mais me abriu os olhos foram sem dúvida os programas do Jamie Oliver, que falarei depois. Também encontrei este site fantástico NutritionData, que todos deveríamos ver de vez em quando. O youtube também tem coisas muito boas que ajudam a consciencializar sobre comida natural. Para mim bastou saber de que é que algumas coisas são feitas.
Isto daria para um livro inteiro, tenho ainda tanto para dizer.. Fico por aqui, para já.
Comam comida a sério! Das árvores não crescem garrafas, nem da terra pacotes.

George Sampson


As crianças-talento são uma natural fonte de inspiração. Tanto pelo seu talento propriamente dito, como pela sua intocada integridade. Ainda não tiveram tempo para fazer nada de mal, ou crescer o orgulho ou abandonar a sua humildade. Há no entanto uma mão cheia dessas crianças que o público em geral gostaria de manter na sua forma mais pura. George Sampson é uma dessas crianças, vencedor do Britain's got talent 2008, a sua história é tão boa como a sua dança. 
Eu nem sequer costumo ver este tipo de dança, nunca estive muito interessada. Estava no youtube a ver as impressionantes e assustadoras audições do Britain's got talent, quando me deparei com este rapaz. 
A dança da final é espectacular. A ver.

2 de setembro de 2008

Bom-dia

A manhã é a melhor parte do dia. Ainda não cometemos nenhum erro, nenhuma má decisão e temos a oportunidade de fazermos o que bem nos apetecer. É nesta altura que decidimos inconscientemente (ou conscientemente para os mais audazes) o estado de espírito geral para o resto do dia. Não há culpas nem ressentimentos; a não ser que tenhamos a desgraçada fortuna de acordar ao lado de alguém inesperado. Mas qual será sensação melhor que acordar ao lado da pessoa certa? A manhã deve ser esticada, expremida ao máximo quando ainda não percebemos totalmente que é de manhã. Qualquer manhã é sempre o princípio de alguma coisa. E o princípio é sempre bom, ainda não falhamos e sabemos que temos tempo para o fazer. Para além disso, a verdadeira manhã, a manhã das seis horas de verão e nove de inverno, espalha-se através dos vidros do quarto com a cor mais linda do dia, e se formos espertos o suficiente agarramos num dos raios de sol e engolimos antes que se escape para nos sustentar o resto do dia.
Bom-dia meu amor.

17 de agosto de 2008

Miuzíc

Penso que apenas duas coisas podem derrotar a lógica da racionalidade humana. A arte e os sentimentos. Dos sentimentos não falarei, que seria quase demasiado pretensioso da minha parte. Da arte ainda menos sei, mas do que sei sem dúvida que a música é o que mais derrota a minha lógica de racionalidade humana. Seja música clássica, jazz, pop... nada podemos fazer a partir do momento em que nos doma.

Sabem aquela música que mal ouvimos somos obrigados a acompanhar, seja a cantar também afinado ou não; ou aquela outra música que nos faz parar no meio do supermercado, em frente à outra casa, em pleno metro, especados para o nada; ainda tem aquela, mais perigosa, cujos primeiros dois acordes arrepiam-nos a superficie do corpo desde o topo do pescoço até ao fundo da espinha e mais além, pois sabemos que acordes vêm a seguir e estamos talvez num lugar não apropriado para despejar as nossas emoções mais privadas e ligeiramente vergonhosas do passado, ou do presente; ou talvez a outra que nos faz olhar para ela ou ele que esteja ao nosso lado, não interessa quem agora, com um toque de luxúria e desejo daqueles que se movem lentamente e olham pelo canto do olho; aquela música que nos lembra que devíamos estar noutro sítio qualquer; e a que conta a história das nossas vidas.

Shawn Johnson

De maneira nenhuma quero que isto se torne num desfile de personalidades preferidas, é apenas coincidência. Estamos agora em plenos Jogos Olímpicos de Beijing, um dos acontecimentos mundiais mais importantes de todas as eras. Como espectadora, não passo de uma comum leiga que gosta de ser surpreendida pelas façanhas dos concorrentes. Mas este ano, por uma ou outra razão, dei mais atenção a esta rapariga, Shawn Johnson de ginástica artística. É agora um nome internacional, e bem o merece. Sempre me interessou toda a questão das crianças prodígio, como mais tarde escreverei, e apesar de Shawn não o ser intelectualmente (ou de não ser essa a questão), é-o no seu desporto. Sendo agora comparada com ginastas lendárias, está como podia estar, aos 16 anos de idade. Quando a pesquisei na net fiquei seriamente inspirada com a sua presistência e força. Claro que qualquer um que chegue aos Jogos tem que a ter acima do humano normal, no entanto em Johnson, talvez pela sua humildade, ou por ser tão nova, ou quem sabe, só mesmo por ser muito gira, isso pareçe diferente, e logo mais merecedor. É irónico ser americana, mas apesar do meu subtil desprezo pelos Estados Unidos (só no geral, sem estereótipo), apoio-a nos Jogos, como grande parte do mundo pelo que percebi no goggle.
Para quem precise de inpiração para fazer seja o que for, aconselho youtube - Shawn Johnson, Profile.
Força Shawn!!!

Dr. Michio Kaku

No canal Odisseia, ainda não percebi em que horários, passa por vezes o programa de Michio Kaku. É professor de Física e físico teórico, e uma personagem impressionante. os programs são acerca de ciência a todos os níveis e para todos os níveis. Vale a pena, mesmo para quem não percebe metade de um programa normal de ciência, este não é normal, qualquer um consegue perceber tudo mesmo com os temas quase irreais que ele apresenta. No outro dia o programa foi sobre viver eternamente, entre outras coisas. Michio perguntou a meia duzia de peões se queriam viver para sempre ou pelo menos mais um ou dois séculos. A grande maioria respondeu que não, de maneira nenhuma, o que me deixou sinceramente admirada. Mas o que eu daria para tal! Tal como disse, imaginam o que poderiamos aprender em 200 anos? Já para não falar de tudo aquilo que poderiamos fazer; tudo o que desejamos ou temos como o mais wild dream, teria então o seu tempo para ser concluido. Em 200 anos... é apenas uma questão de escolha. Claro que seria um grande problema se fosse a única a viver esse tempo. Provavelmente não me interessaria viver muito mais se os meus conhecidos estivessem sempre a falecer. Nem quero pensar nisso.
Apesar de tudo, sacrificaria bastante para tal liberdade. Seria a liberdade de ser quem quisesse.



Propósito


A esperança de vida do ser humano ronda os 75 anos. Isso é impressionantemente pouco tempo. Já pensaram o que se poderia aprender e descobrir se vivessemos mais de 200 anos? Com tão pouco espaço de manobra, mais vale ajudarmos uns aos outros, espreitando nos notebooks alheios de vez em quando.


Acima de tudo, uma opinião não serve de nada se não é ouvida.

NeoPlanet