17 de agosto de 2008

Miuzíc

Penso que apenas duas coisas podem derrotar a lógica da racionalidade humana. A arte e os sentimentos. Dos sentimentos não falarei, que seria quase demasiado pretensioso da minha parte. Da arte ainda menos sei, mas do que sei sem dúvida que a música é o que mais derrota a minha lógica de racionalidade humana. Seja música clássica, jazz, pop... nada podemos fazer a partir do momento em que nos doma.

Sabem aquela música que mal ouvimos somos obrigados a acompanhar, seja a cantar também afinado ou não; ou aquela outra música que nos faz parar no meio do supermercado, em frente à outra casa, em pleno metro, especados para o nada; ainda tem aquela, mais perigosa, cujos primeiros dois acordes arrepiam-nos a superficie do corpo desde o topo do pescoço até ao fundo da espinha e mais além, pois sabemos que acordes vêm a seguir e estamos talvez num lugar não apropriado para despejar as nossas emoções mais privadas e ligeiramente vergonhosas do passado, ou do presente; ou talvez a outra que nos faz olhar para ela ou ele que esteja ao nosso lado, não interessa quem agora, com um toque de luxúria e desejo daqueles que se movem lentamente e olham pelo canto do olho; aquela música que nos lembra que devíamos estar noutro sítio qualquer; e a que conta a história das nossas vidas.

Shawn Johnson

De maneira nenhuma quero que isto se torne num desfile de personalidades preferidas, é apenas coincidência. Estamos agora em plenos Jogos Olímpicos de Beijing, um dos acontecimentos mundiais mais importantes de todas as eras. Como espectadora, não passo de uma comum leiga que gosta de ser surpreendida pelas façanhas dos concorrentes. Mas este ano, por uma ou outra razão, dei mais atenção a esta rapariga, Shawn Johnson de ginástica artística. É agora um nome internacional, e bem o merece. Sempre me interessou toda a questão das crianças prodígio, como mais tarde escreverei, e apesar de Shawn não o ser intelectualmente (ou de não ser essa a questão), é-o no seu desporto. Sendo agora comparada com ginastas lendárias, está como podia estar, aos 16 anos de idade. Quando a pesquisei na net fiquei seriamente inspirada com a sua presistência e força. Claro que qualquer um que chegue aos Jogos tem que a ter acima do humano normal, no entanto em Johnson, talvez pela sua humildade, ou por ser tão nova, ou quem sabe, só mesmo por ser muito gira, isso pareçe diferente, e logo mais merecedor. É irónico ser americana, mas apesar do meu subtil desprezo pelos Estados Unidos (só no geral, sem estereótipo), apoio-a nos Jogos, como grande parte do mundo pelo que percebi no goggle.
Para quem precise de inpiração para fazer seja o que for, aconselho youtube - Shawn Johnson, Profile.
Força Shawn!!!

Dr. Michio Kaku

No canal Odisseia, ainda não percebi em que horários, passa por vezes o programa de Michio Kaku. É professor de Física e físico teórico, e uma personagem impressionante. os programs são acerca de ciência a todos os níveis e para todos os níveis. Vale a pena, mesmo para quem não percebe metade de um programa normal de ciência, este não é normal, qualquer um consegue perceber tudo mesmo com os temas quase irreais que ele apresenta. No outro dia o programa foi sobre viver eternamente, entre outras coisas. Michio perguntou a meia duzia de peões se queriam viver para sempre ou pelo menos mais um ou dois séculos. A grande maioria respondeu que não, de maneira nenhuma, o que me deixou sinceramente admirada. Mas o que eu daria para tal! Tal como disse, imaginam o que poderiamos aprender em 200 anos? Já para não falar de tudo aquilo que poderiamos fazer; tudo o que desejamos ou temos como o mais wild dream, teria então o seu tempo para ser concluido. Em 200 anos... é apenas uma questão de escolha. Claro que seria um grande problema se fosse a única a viver esse tempo. Provavelmente não me interessaria viver muito mais se os meus conhecidos estivessem sempre a falecer. Nem quero pensar nisso.
Apesar de tudo, sacrificaria bastante para tal liberdade. Seria a liberdade de ser quem quisesse.



Propósito


A esperança de vida do ser humano ronda os 75 anos. Isso é impressionantemente pouco tempo. Já pensaram o que se poderia aprender e descobrir se vivessemos mais de 200 anos? Com tão pouco espaço de manobra, mais vale ajudarmos uns aos outros, espreitando nos notebooks alheios de vez em quando.


Acima de tudo, uma opinião não serve de nada se não é ouvida.

NeoPlanet